"Pois eu digo ao sinhô. O cabra tem de ter amô naquilo que faz. – e bateu a mão na mesa com força.
Pois num ti digo?... Faço meus passei cum gostiu. Tem esses cabra di peia aí que compra o buggy só pensan nu dinhero e faz os passei direitio não. – disse com os olhos estalados.
Ora! – fez uma careta e tomou um gole de cerveja – Pois comigo tem essa não. Podi perguntá pra qualqué um... – levantou o indicador - Qualqué um que faz us meu passei se gostia ou se num gostia! – bateu a mão na mesa mais uma vez.
Ah gostia! Gostia e gostia porque eu gostio mais ainda. E gostia tantchu que num foi hoje mesmo, vô ti dizê, foi hoje mesmo não que uma mulé si mijô de feliz lá nas duna?... – limpou a garganta.
Pois foi! E vô ti dizê... Foi ali pelos lado de Malembá... Já era senhora, tinha 65 70 anu, e arrente andô foi o dia todinho no buggy e ela levantava os braço e falava: 'Very nice! Very nice!'. Ai eu sinti o chero sabe – disse esfregando o polegar no indicador – sinti aquele chero e também me importei não, ela continuava dizendo 'very nice! very nice!'.
O sinhô tinha qui vê o abraço que ela me deu na hora de si dispedi. E foi! Quando as pessoa gostia arrente senti, visse."
2 comentários:
meeeeeeeeeeu... to chorando de rir... pq MIJAR DE FELICIDADE é totalmente novo pra mim! hahahahhahaha
Pois é. Trecho retirado com exclusividade dum monólogo cotidiano enquanto eu estava na barraquinhade cachorro quente.
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