É como o Rapha me disse: Trabalho tem um sentido pejorativo na sociedade. É ruim trabalhar, o conceito já vem impregnado. Sei lá, eu sai de São Paulo porque aquele módulo de vida não estava me agradando nem um pouco. Precebi que o que me encomodava, não era bem São Paulo (fora o trânsito né gente!), era que eu não queria me enfiar atrás de um balcão com um roupa séria, pra passar 8 horas do meu dia fazendo alguma coisa que não tem relevância nenhuma na minha vida. Isso! Eu não quero mais ter um emprego a parte da minha vida. Eu quero tudo misturado, que seja uma coisa só. Um bom exemplo do que quero dizer é o Rapha, ele trabalha/estuda artes plásticas, no tempo livre dele ele desenha e GOSTA de saber mais sobre, porque não é o "trabalho" dele, artes-plásticas é ele. Sim, ele tem um dom... E eu não acho que só porque eu não sei desenhar uma maçã, eu tenha que me sujeitar ao balcão se o balcão não sou eu. Não é que quero um mar de rosas, só quero que faça sentido. Então, tá combinado ano que vem começo alguma coisa!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
porque começar é do começo
Eu não vou mentir. Não está sendo nada fácil ficar longe de casa. Não está fácil continuar acreditando. É o começo. E é sempre difícil no começo.
Estive me perguntando esses tempos se a vida do navio tinha “quebrado” algo dentro de mim, afinal as minimalisses mágicas não tem mais me enchido os olhos d’água como antes. Será que eu deveria ter desistido quando completei aqueles fatídicos 4 meses? Pois seria melhor uma leve sensação de derrota do que a perda das “bolhinhas de refrigerante”. Conversei com algumas pessoas e elas me disseram que é assim mesmo, a medida do tempo as coisas vão perdendo o tom de descoberta e talvez com isso se tornando mais “cinzas”, é o preço que se paga pela segurança. Mas então meu pesadelo seria real: os adultos não acreditam em fadas? ,
Eu acho diferente! Hoje descobri e fiquei muito feliz porque eu não “quebrei” nada no navio, só desenvolvi uma casca; e casacas protegem tanto das coisas ruins quanto das boas e te põe em segurança --> e segurança é cômodo --> e comodidade lembra paz --> e paz traz felicidade. Então a segurança das casacas te dão uma meia-felicidade-garantida, e te deixam com medo de errar e perder esse meio-sentimento-bom. Mas é tão importante assim ser meio-feliz?,
Eu aos 23 anos perdi o medo de errar, porque não tem “errar” quando o que se busca é saber. Fica difícil lembrar disso nos começos, não se vê horizontes e segurança e comodidade passam longe; me esforço pra lembrar que se eu estou me sentindo burra é porque estou aprendendo alguma coisa. Preciso aprender a ter paciência, saber esperar é uma grande virtude... Um dia eu vou conseguir.
Por agora o importante é não deixar de acreditar, me concentrar no começo e passar logo pro meio. E pra terminar, um pensamento de Platão: “...o homem só é feliz se puder desenvolver e utilizar todas as suas capacidades e possibilidades”.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
o pégasus: primeiras palavras
Nós não estamos na terra nós somos a terra.
Estou lendo "O Mundo de Sofia". "Apesar de ter a sensação de que deveria ter lido esse livro a uns 5 anos atrás tou gostando bastante. Tem me ajudando muito a botar em palavras coisas já sabidas. Veio ai essa primeira frase da sensação do que tanto costumo dizer sobre a viagem do "Pégasus". Frase que resume tudo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
nota
BASEADO NO ARTIGO 12 NA LEI DO DEVER E DA RECOMPENSA, está suspenso o consumo de alcool por Vivian Vieira e Janis du Folle pelo período de um mês. Tendo como início a data de 19/01/2009.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Vicky Cristina Barcelona

Conclusões:
Descobri o porque não gosto de Woody Allen. Sutileza de um elefante. Não gosto da forma como ele conta a estória, explicando tin-tin por tin-tin, não deixando nenhuma entrelinha, não deixando nunca nada sub-entendido.
Apesar disso “Vicky Cristina Barcelona” é um filme muito bom. Até a metade tem sim a característica que abomino, mas depois o filme cresce, e as coisas vão acontecendo em um ritmo divertido e agradável, me surpreendeu muito; a forma simples de retratar situações não usuais como trivial. E tem também uma contextualização muito boa da cultura espanhola e uma musiquinha suuuper divertida.
Apesar disso “Vicky Cristina Barcelona” é um filme muito bom. Até a metade tem sim a característica que abomino, mas depois o filme cresce, e as coisas vão acontecendo em um ritmo divertido e agradável, me surpreendeu muito; a forma simples de retratar situações não usuais como trivial. E tem também uma contextualização muito boa da cultura espanhola e uma musiquinha suuuper divertida.
Sem contar que estou fã da Penélope Cruz, atriz que para mim atingiu a maturidade. A personagem de Maria Elena é muito bacana porque ela consegue deixar ao público a decisão de ser uma louca digna de manicômio ou de uma mulher normal sem hipocrisias que leva suas emoções a sério. Existe sim o mérito do diretor, porque independente de Maria Elena a interpretação das situações criadas vão de acordo com o repertório de cada um (coisa muito bem observada por meu grande amigo Rapha). Mas deixa eu puxar a sardinha.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
paradoxo
O amor. Mais uma vez e sempre. Por esses tempos estive lendo, não o quanto deveria, mas estive e pude enxergar com palavras coisas que já tinha assimilado nas minhas emoções. O ser humano adora se dizer amando ou amado. Mas como é o amor? É aquele sentimento incandescente? É o “querer mais que bem querer? É um não contentar-se de contente?” Não duvido que exista muito bem-querer por este mundo a fora, e não duvido também das boas intenções. Mas o peso em amar que as pessoas gostam de colocar não é fácil; amor não é um sentimento fácil.
“Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para concertar o consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo”. [“Grande Sertão: Veredas” – João Guimarães Rosa]
“Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou as mãos pensas, cheia de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a marginalidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em mataremos por amor.” [“A Menor Mulher do Mundo” – Clarice Lispector]
Essas palavras... Consigo ver a dificuldade, ou melhor, a complexidade e o porque do meu receio de usar esta palavra. O amor é racional: não o amor, mas exercer o amor. É estar disposto ir contra seus sentimentos primários. Digo isso num tom de descoberta, pois pra mim parece bem surpreendente descobrir que o sentimento mais explorado como irracional é verdadeiramente racional. Agir com amor é agir racionalmente. E muitos podem dizer que isso é quebrar o encanto da magia, eu mesmo adoro uma incandescência de atitudes baseadas em sentimentos, porém ver o amor desta forma deixa-o mais palpável, mais bonito e muito mais nobre do que eu podia suspeitar.
Viva o amor.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
24 de dezembro

Papai Noel:
Oi! Tudo bem com você? Esse ano estou mandando minha cartinha encima da hora. Mas não se preocupe, porque a minha cartinha não tem pedido nenhum. É isso mesmo. Esse ano só estou te escrevendo para agradecer. Afinal você atendeu TODOS os meus pedidos do ano passado. É pedi tudo aquilo, mas era para o senhor ter mais facilidade ao escolher meu presente, e o senhor foi mais do que generoso e concedeu tudinho e mais um pouco que eu não tinha pensado.
2008 começou em Cardoso com as pessoas me trazendo cerveja na mão; depois teve o lance do navio, que além de dar certo você me deu forças para continuar e ainda por cima acrescentou uma série de emoções no balaio que nem eu sabia que existiam; não podemos esquecer também daquele dia de garoa, foi só por isso que consegui curtir toda melancolia que estava sentindo; muito obrigada também por aquele final de semana em Paris, foi realmente sem explicação, um dos melhores finais de semana da minha vida; tudo isso sem ficar doente uma sequer vez; e para concluir ainda me manda esse presente 1 dia antes do Natal, um brinquedo que eu queria desde os 19 mas era muito nova para brincar...
É claro que só mencionei os principais pontos, se não esta cartinha ficaria muito grande. Mas que fique bem claro que não me lembro de ter tido em um ano tantas coisas fortes juntas com certeza 2008 já entrou pra história, e é por isso que escrevo para agradecer-te. Muito obrigada mesmo.
Um ótimo Natal, e boa sorte com as renas esse ano.
Um beijo
Ass.: Vivian Vieira
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