quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

24 de dezembro



Papai Noel:
Oi! Tudo bem com você? Esse ano estou mandando minha cartinha encima da hora. Mas não se preocupe, porque a minha cartinha não tem pedido nenhum. É isso mesmo. Esse ano só estou te escrevendo para agradecer. Afinal você atendeu TODOS os meus pedidos do ano passado. É pedi tudo aquilo, mas era para o senhor ter mais facilidade ao escolher meu presente, e o senhor foi mais do que generoso e concedeu tudinho e mais um pouco que eu não tinha pensado.

2008 começou em Cardoso com as pessoas me trazendo cerveja na mão; depois teve o lance do navio, que além de dar certo você me deu forças para continuar e ainda por cima acrescentou uma série de emoções no balaio que nem eu sabia que existiam; não podemos esquecer também daquele dia de garoa, foi só por isso que consegui curtir toda melancolia que estava sentindo; muito obrigada também por aquele final de semana em Paris, foi realmente sem explicação, um dos melhores finais de semana da minha vida; tudo isso sem ficar doente uma sequer vez; e para concluir ainda me manda esse presente 1 dia antes do Natal, um brinquedo que eu queria desde os 19 mas era muito nova para brincar...

É claro que só mencionei os principais pontos, se não esta cartinha ficaria muito grande. Mas que fique bem claro que não me lembro de ter tido em um ano tantas coisas fortes juntas com certeza 2008 já entrou pra história, e é por isso que escrevo para agradecer-te. Muito obrigada mesmo.


Um ótimo Natal, e boa sorte com as renas esse ano.


Um beijo
Ass.: Vivian Vieira

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

os meus


É difícil, as vezes, acontecer na sua vida uma pessoa legal a primeira vista. Não que as pessoas legais sejam difíceis, basta um exercício de enxergar as esquinas de cada um. Mas eu estou falando daquelas que trocando poucas palavras você já tem certezas. Existe sim a margem de erro, inclusive é por isso que estou curtindo muito minha "adultisse", essa margem de erro caiu consideravelmente, e o meu olho? Esse ficou muito mais atento a qualquer rastro desse tipo de pessoa. Eu fico feliz com isso. Porque encontra-las alimentam a minha esperança no mundo, me sinto diante de luz; da luz mais nobre possível. Não penso duas vezes e investir minha energia para não deixar-la passar; não desistir, afinal a pessoa já é minha.

Eu posso estar enganada, mas NUNCA quero deixar de acreditar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

as duas horas

Calculem comigo: Quando sai com o navio de Miami e rumo ao velho mundo fiquei 5 dias sem meio-dia. Sim, por causa do fuso, tinhamos que fazer 1 hora a menos todos os dias. Sim! Foram 5 dias de 23 horas. Cheguei na Europa e fiquei 6 meses + 1 mês e o horário de verão começou no Brasil; isso significa que não temos mais 5 horas de diferença só quatro. Depois o horaio de verão acabou aqui; isso significa 3 horas de diferença agora. E vou voltar pro Brasil e então vou recuperar só 3 horas das 5 que perdi? Se eu nunca mais voltesse pro Brasil eu ia ter perdido as 5?? Aonde? E as minhas outras 2 horas onde foram??? Ficaram no limbo? O que eu fiz essas duas horas que não exitiram?? Eu evelheci 2 horas injustamente? EU QUERO MINHAS DUAS HORAS DE VOLTA!


obs:escrevendo esse texo eu já achei minhas duas horas. mas não quero falar.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

o céu

obs: Tá, tudo bem, vocês tem razão. Esse post deveria começar com uma foto ilustrativa já que a polêmica em eminência se trata de imagem. Porém, não fui atrás da famigerada foto, pois seria somente ilustrativa, pois só vendo mesmo.


O céu de Barcelona é diferente? Ou melhor, o céu do hemisfério norte é diferente? "Nunca escutei muitos comentários sobre céus na minha vida", e é verdade céu está suposto de ser só céu, mas eu me lembro muito bem de um amigo me dizendo que foi pra Brasília e o céu era diferente, era mais achatado e parecia que ia encostar na terra, um pôr-do-sol maravilhoso. Pois então faz muito sentido o céu aqui encima ser mais oval, "mais alto". E na casa da minha vó também, no interior de São Paulo, o céu era diferente... Não! Mas ai eu estou viajando, tinha mais estrelas por causa da não poluição.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

os pormenores

Pelos últimos meses tive meu primeiro namorado sério (finalmente) e também a minha paixão avassaladora mais forte. Não, é claro que eu não tive a sorte de ser a mesma pessoa. As coisas não funcionam assim, pelo menos comigo, e não é que eu goste assim, mas É ASSIM!

O "boyfriend" (já que eu tava na gringa) era bem legal comigo, me levava pra jantar, trazia vinho pra casa, fazia planos pro futuro, era romântico do jeito dele, sabe, deixava eu perceber que ele gostava bastante de mim, já até lavou minha roupa. E eu? Eu um relaxo, tá certo que tava vivendo uma fase difícil, mas não me lembro de ter sido tão relaxada com alguém que eu gostava... Ou gosto, ainda existe um certo carinho/saudade por ele.

O outro nunca deu a entender que tínhamos alguma coisa, somente 3 ou 4 palavrinhas de planos futuros me fizeram querer viver aquela estória utópica de amor e uma cabana. Ridículo como com tanta incerteza podia me sentir tão segura ao lado dele. E continua sendo ridículo como até hoje (mais de 3 meses depois) a forma que me incomodo de ver uma foto delatando uma possível segunda intenção com um dos possíveis milhares de casos que ele tinha com o mulherio do navio. E tenho certeza que tudo continua porque ele me chutou, porque gosto de patifes. Se não pisa não tem a menor chance, sabe gosta de sofrer...

Talvez isso reflita o fato de eu não estar pronta pra ter qualquer tipo de relacionamento. E não estou reclamando porque "posso estar sozinha, mas eu sei muito bem aonde estou", mas que vai ser difícil encontrar alguém ah isso vai...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Você faria um cruzeiro?


Vieram me perguntar esses dias se depois de 6 meses trabalhando abordo se eu faria um cruzeiro, a minha resposta foi TALVEZ. Sim, existem muitos lugares bonitos e tudo transpira história aqui pelo mediterrâneo. MAS nas condições dos meus ex-hospedes (a maioria com mais de 60, alguns até em cadeira de rodas) fica meio complicado, quando eu ia nas excursões era muito "perreio" pra mim - 555 mil escadas, e mais um morro super inclinado com umas igrejas e depois mais 2 horas até as ruínas... Imagine para eles? E além do mais, o navio, 95% das vezes, não ficava mais do que 10 horas no porto que parece bastante, mas não é nada, porque primeiro rolam todas as burocracias pra liberar o povo pra sair do navio, depois que os pontos turísticos são dificilmente perto do porto e é claro SEMPRE tem que voltar antes, pois no navio não espera se você atrasar. Quer dizer acaba que vai para o lugar tira foto e vai embora (não generalizando é claro), você continua não sabendo nada sobre nada.

O navio era grande, um hotel + shopping, 13 andares, discoteca (nossa, palavreado descolado não?)... Enfim, toda noite tinha show no teatro e antes de começar a Cruise Director ia lá para fazer as honras e conversar com os hóspedes... Um dia parei pra prestar atenção no papo dela e ela dizia "-... olá como estão, blá blá blá, estão curtindo a viagem? Estão gostando do serviço do navio, blá blá blá, fizeram muitas compras?" Quando ela perguntou sobre compras comecei a pensar que noção de férias é essa? Não estou criticando o fato das compras durante as férias, mas a entonação que ela usou era como se as compras fossem as férias; ao invés do imã de geladeira que você comprou na Grécia te fazer lembrar um momento de relaxamento que você teve por lá, não, o fato de você adquirir um imã da Grécia é o momento, soa meio vazio não?

Os cruzeiros tinham 12 dias de duração, 3 desses eram chamados de Noite Formal. Isso significa que os hóspedes tinham que se vestir "pra presente", para jantar e tirar fotos (toscas) no fundo de cromaquí (!) ou pelas escadas do navio. Tinha até uma loja dentro do navio que alugava roupa no caso no hospede não ter trazido a tal da roupa formal.

Agora eu pergunto: isso são férias? Fotos com pedras, bugigangas, gravata e salto alto?! Para mim está tudo invertido, não sei de vocês, mas eu fico com a minha cerveja, minhas Havaianas, meus amigos e uns amendoins. E digo mais, mesmo trabalhando no navio e indo aos monumentos eu sou muito mais com as minhas fotos de festas despretensiosas no corredor dos tripulantes. MAS isso não significa que eu não faria um cruzeiro, significa que teria outro enfoque.


obs: Cá estou eu novamente pra mais uma temporada de blog. Sejam bem-vindos e arrasem nos comentarios.