domingo, 22 de março de 2009

frase de efeito

A nossa visão/impressão de mundo nada mais é do que um reflexo de nós mesmos.

terça-feira, 17 de março de 2009

fragmento - I

Janis e Lisa encontraram-se em uma quinta-feira qualquer, e sem muitas explicações se reconheceram a primeira vista.

16 de Março 2009 –
Já tinha um mês que Janis tinha se mudado para aquela cidadezinha para pensar na vida; sentia-se diferente e excêntrica exatamente como em São Paulo ou qualquer outro lugar, ao contrário do que tinha suspeitado à princípio, não houveram baques maiores simplesmente por estar morando em uma cidade minúscula. A não ser, é claro, pelo fato de sua dinâmica de diálogo não ser muito eficaz naquele meio, mas com isso Janis já estava acostumada.

Lisa chegou ao “Paraíso dos Grelhados” e juntas foram à praça. Tinham 2 aniversários acontecendo ao mesmo tempo na cidade e tinham sido convidadas para ambos, porém optaram por apenas 15 minutos em cada, o suficiente para uma cerveja, e depois novamente o “Paraíso dos Grelhados”.

Por lá andavam todos os tipos, era um bar muito popular pois na cidade era o que fechava mais tarde e o dono tinha amizade com todos. Lisa já conhecia o ambiente há muito tempo; Janis tinha alguns dias e uns bons tostões gastos por lá – simpatizou com o lugar pois uma vez que não tinha telefone, aquele era um ponto fixo para encontrar as pessoas, era só ficar por ali que sempre aparecia alguém hora ou outra. Aquelas alturas ela já sentia falta de alguma rotina com as mesmas pessoas.

Lisa não parecia ser dali. Lisa não era dali. Lisa tinha um “que” de Janis. Quer dizer, em algum ponto da personalidade eram a mesma pessoa; fez Janis recordar-se dela mesma; fez Janis ter uma brecha de ser ela mesma. Ela se sentiu existindo novamente e percebeu o quão maluca é a realidade, pois percebeu que só pode ser Janis se outra pessoa de seu cotidiano souber quem ela é; não que a essência vá deixar de existir, mas é que ela não vai ser exercida plenamente. Janis só podia ser livre com a compreensão das outras pessoas, porque a compreensão destas refletia na compreensão dela mesma; raciocinou mais fundo e percebeu que até o amor por ela mesma poderia ser fruto desse reflexo...

Ficou tonta.

Lisa veio com uma cerveja na mão e disse que Bob e Louis estavam esperando do outro lado da esquina para irem comer um cachorro-quente. Janis esqueceu-se do que estava pensando e os seguiu. Estava escuro, tinha chovido um pouco o caminho era barrento. Todos foram como que pisando em ovos. Mas muito infelizmente para os 4, já estava fechado. Contentaram-se com umas bolachinhas doces que Bob tinha guardado para outras circunstâncias.

Subiram no farol, e ficaram com vista para lagoa. Dava pra ver a chuva que tinha passado por ali “castigando” agora o outro vilarejo. Ficaram admirando o milagre da natureza e conversando bobagens, como sobre pit-bulls, saltos surrealistas, jamaicanas, peruanas e holandesas. Até que a chuva se voltou novamente contra eles e veio com toda força para cima do farol, chegava a ser uma cena ridícula pois no farol não haviam janelas, e estava ventando muito. Não tinha como se esconderem. Lisa e Janis usaram o corpo de Bob e Louis como escudo, o que resolvia 60% da situação; Lisa podia sentir que amanhã teria problemas com a garganta. Janis só pensava enxurrada que teriam de atravessar. Bob e Louis terminavam de comer as bolachinhas e reclamavam do frio.

domingo, 15 de março de 2009

kuduro

Wikipédia : Kuduro é um gênero musical e sobretudo um gênero de dança surgida em Angola. Hoje em dia, está também largamente disseminado pelas áreas suburbanas da cidade de Lisboa, Portugal. Também tem se popularizado muito no Brasil ultimamente, já existindo até alguns grupos e bandas de kuduro próprios do Brasil, em especial nos subúrbios das cidades do Rio de Janeiro e de Salvador. É influenciado por outros gêneros como Sungura, Afro Zouk (Kizomba), Semba e Ragga.


Que ressaca bexiguenta da peste.

sábado, 14 de março de 2009

ordem de serviço

ATT.: RECEPÇÃO

*POR ENGANO AS CAMAREIRA PODER TER PEGO UM SHORTE DE BANHO BRANCO DO CH-09, QUE ESTAVA COM AS TOALHA, POR FAVOR PERGUNTA SOBRE O MESMO.
*NÃO COLOCAR PRODUTO NA PISCINA, SI QUISER PODE ASPIRAR.
OBRIGADO
ANTONIO M.


Recado colado no monitor quando eu cheguei hoje cedo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

o que será de nós?

Estava a pouco rindo com amigo ao telefone. A quanto tempo isso não acontecia?

Estou longe. Estão separados. Todos. Colei um papel de parede no horizonte, porque imaginar o futuro sem eles seria imaginar o abismo.

O papel de parede diz que fomos felizes para sempre. Eu sinto isso. A única pulga que ronda a parte de traz da minha orelha são as estórias que não consigo entender. Das outras pessoas que se separam e não sabem o porque. Não sabem quando... Quando que as coisas começaram a esvanecer.

Fico pensando, o que será de nós? O que será de nós se não recuperarmos o cotidiano? É eu colei um papel de parede no horizonte.

domingo, 8 de março de 2009

very nice!

"Pois eu digo ao sinhô. O cabra tem de ter amô naquilo que faz. – e bateu a mão na mesa com força.

Pois num ti digo?... Faço meus passei cum gostiu. Tem esses cabra di peia aí que compra o buggy só pensan nu dinhero e faz os passei direitio não. – disse com os olhos estalados.

Ora! – fez uma careta e tomou um gole de cerveja – Pois comigo tem essa não. Podi perguntá pra qualqué um... – levantou o indicador - Qualqué um que faz us meu passei se gostia ou se num gostia! – bateu a mão na mesa mais uma vez.

Ah gostia! Gostia e gostia porque eu gostio mais ainda. E gostia tantchu que num foi hoje mesmo, vô ti dizê, foi hoje mesmo não que uma mulé si mijô de feliz lá nas duna?... – limpou a garganta.

Pois foi! E vô ti dizê... Foi ali pelos lado de Malembá... Já era senhora, tinha 65 70 anu, e arrente andô foi o dia todinho no buggy e ela levantava os braço e falava: 'Very nice! Very nice!'. Ai eu sinti o chero sabe – disse esfregando o polegar no indicador – sinti aquele chero e também me importei não, ela continuava dizendo 'very nice! very nice!'.

O sinhô tinha qui vê o abraço que ela me deu na hora de si dispedi. E foi! Quando as pessoa gostia arrente senti, visse."

quarta-feira, 4 de março de 2009

contextos

E Janis du Folle tinha mais uma vez uma prova cabal de que tudo é possível nessa vida, só é preciso um pouco de paciência. Paciência. Não conseguia tirar esta palavra de sua mente, estaria ela finalmente assumindo para sua vida este conceito?

"-Com o tempo tudo se ajeita." - falou tão baixo que ela mesmo quase não pôde escutar.

Era uma quarta-feita feliz, se não fosse pelos excessos da noite anterior até comemoraria com algumas cervejas. E conseguiria ela não tomar? O calor era implacável, sono não havia e muito menos uma TV para se distrair...

terça-feira, 3 de março de 2009

escravos-de-Jó

Eu queria tanto beber cerveja e brincar de escravos-de-Jó. As vezes tudo é tão simples e tão difícil ao mesmo tempo né?