sexta-feira, 14 de agosto de 2009

perto de seu aniversário

Janis du Folle olhava para si mesma com aquela expressão ressaquiada, não conseguia sentir nada específicamente naquele momento. Só a sensação de cérebro cozido. Pondeirou mais uma vez suas atitudes e decidiu continuar deixando o fluxo decidir qual seria a estória que iria escrever; a bexiga cheia cortava-lhe um pouco da concentração, mesmo assim contiava a vomitar no papel, gostava da objetividade com que combinava as palavras quando era atingida por esse semi-estado de limbo, era quase como um clarão literário, ia pra superfície da realidade e com clareza conseguia se expressar.