quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

trabalho

É como o Rapha me disse: Trabalho tem um sentido pejorativo na sociedade. É ruim trabalhar, o conceito já vem impregnado. Sei lá, eu sai de São Paulo porque aquele módulo de vida não estava me agradando nem um pouco. Precebi que o que me encomodava, não era bem São Paulo (fora o trânsito né gente!), era que eu não queria me enfiar atrás de um balcão com um roupa séria, pra passar 8 horas do meu dia fazendo alguma coisa que não tem relevância nenhuma na minha vida. Isso! Eu não quero mais ter um emprego a parte da minha vida. Eu quero tudo misturado, que seja uma coisa só. Um bom exemplo do que quero dizer é o Rapha, ele trabalha/estuda artes plásticas, no tempo livre dele ele desenha e GOSTA de saber mais sobre, porque não é o "trabalho" dele, artes-plásticas é ele. Sim, ele tem um dom... E eu não acho que só porque eu não sei desenhar uma maçã, eu tenha que me sujeitar ao balcão se o balcão não sou eu. Não é que quero um mar de rosas, só quero que faça sentido. Então, tá combinado ano que vem começo alguma coisa!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

porque começar é do começo

Eu não vou mentir. Não está sendo nada fácil ficar longe de casa. Não está fácil continuar acreditando. É o começo. E é sempre difícil no começo.

Estive me perguntando esses tempos se a vida do navio tinha “quebrado” algo dentro de mim, afinal as minimalisses mágicas não tem mais me enchido os olhos d’água como antes. Será que eu deveria ter desistido quando completei aqueles fatídicos 4 meses? Pois seria melhor uma leve sensação de derrota do que a perda das “bolhinhas de refrigerante”. Conversei com algumas pessoas e elas me disseram que é assim mesmo, a medida do tempo as coisas vão perdendo o tom de descoberta e talvez com isso se tornando mais “cinzas”, é o preço que se paga pela segurança. Mas então meu pesadelo seria real: os adultos não acreditam em fadas? ,

Eu acho diferente! Hoje descobri e fiquei muito feliz porque eu não “quebrei” nada no navio, só desenvolvi uma casca; e casacas protegem tanto das coisas ruins quanto das boas e te põe em segurança --> e segurança é cômodo --> e comodidade lembra paz --> e paz traz felicidade. Então a segurança das casacas te dão uma meia-felicidade-garantida, e te deixam com medo de errar e perder esse meio-sentimento-bom. Mas é tão importante assim ser meio-feliz?,

Eu aos 23 anos perdi o medo de errar, porque não tem “errar” quando o que se busca é saber. Fica difícil lembrar disso nos começos, não se vê horizontes e segurança e comodidade passam longe; me esforço pra lembrar que se eu estou me sentindo burra é porque estou aprendendo alguma coisa. Preciso aprender a ter paciência, saber esperar é uma grande virtude... Um dia eu vou conseguir.

Por agora o importante é não deixar de acreditar, me concentrar no começo e passar logo pro meio. E pra terminar, um pensamento de Platão: “...o homem só é feliz se puder desenvolver e utilizar todas as suas capacidades e possibilidades”.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

o pégasus: primeiras palavras

Nós não estamos na terra nós somos a terra.
Estou lendo "O Mundo de Sofia". "Apesar de ter a sensação de que deveria ter lido esse livro a uns 5 anos atrás tou gostando bastante. Tem me ajudando muito a botar em palavras coisas já sabidas. Veio ai essa primeira frase da sensação do que tanto costumo dizer sobre a viagem do "Pégasus". Frase que resume tudo.