sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

nota

BASEADO NO ARTIGO 12 NA LEI DO DEVER E DA RECOMPENSA, está suspenso o consumo de alcool por Vivian Vieira e Janis du Folle pelo período de um mês. Tendo como início a data de 19/01/2009.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona



Conclusões:
Descobri o porque não gosto de Woody Allen. Sutileza de um elefante. Não gosto da forma como ele conta a estória, explicando tin-tin por tin-tin, não deixando nenhuma entrelinha, não deixando nunca nada sub-entendido.
Apesar disso “Vicky Cristina Barcelona” é um filme muito bom. Até a metade tem sim a característica que abomino, mas depois o filme cresce, e as coisas vão acontecendo em um ritmo divertido e agradável, me surpreendeu muito; a forma simples de retratar situações não usuais como trivial. E tem também uma contextualização muito boa da cultura espanhola e uma musiquinha suuuper divertida.

Sem contar que estou fã da Penélope Cruz, atriz que para mim atingiu a maturidade. A personagem de Maria Elena é muito bacana porque ela consegue deixar ao público a decisão de ser uma louca digna de manicômio ou de uma mulher normal sem hipocrisias que leva suas emoções a sério. Existe sim o mérito do diretor, porque independente de Maria Elena a interpretação das situações criadas vão de acordo com o repertório de cada um (coisa muito bem observada por meu grande amigo Rapha). Mas deixa eu puxar a sardinha.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

paradoxo

O amor. Mais uma vez e sempre. Por esses tempos estive lendo, não o quanto deveria, mas estive e pude enxergar com palavras coisas que já tinha assimilado nas minhas emoções. O ser humano adora se dizer amando ou amado. Mas como é o amor? É aquele sentimento incandescente? É o “querer mais que bem querer? É um não contentar-se de contente?” Não duvido que exista muito bem-querer por este mundo a fora, e não duvido também das boas intenções. Mas o peso em amar que as pessoas gostam de colocar não é fácil; amor não é um sentimento fácil.


“Viver é muito perigoso... Querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querendo o mal, por principiar. Esses homens! Todos puxavam o mundo para si, para concertar o consertado. Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo”. [“Grande Sertão: Veredas” – João Guimarães Rosa]


“Disso a mãe se lembrou no banheiro, e abaixou as mãos pensas, cheia de grampos. E considerou a cruel necessidade de amar. Considerou a marginalidade de nosso desejo de ser feliz. Considerou a ferocidade com que queremos brincar. E o número de vezes em mataremos por amor.” [“A Menor Mulher do Mundo” – Clarice Lispector]


Essas palavras... Consigo ver a dificuldade, ou melhor, a complexidade e o porque do meu receio de usar esta palavra. O amor é racional: não o amor, mas exercer o amor. É estar disposto ir contra seus sentimentos primários. Digo isso num tom de descoberta, pois pra mim parece bem surpreendente descobrir que o sentimento mais explorado como irracional é verdadeiramente racional. Agir com amor é agir racionalmente. E muitos podem dizer que isso é quebrar o encanto da magia, eu mesmo adoro uma incandescência de atitudes baseadas em sentimentos, porém ver o amor desta forma deixa-o mais palpável, mais bonito e muito mais nobre do que eu podia suspeitar.

Viva o amor.